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Recortes de imprensa. |
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| Na
década de 90, a revista Motojornal realizou um mega comparativo com o
nome de "11 anos, 11 motas", para comemorar os 11 anos de vida
desta publicação. Em análise estiveram 11 motorizadas de 50 cc, entre
nacionais e estrangeiras. Os modelos em análise foram os seguintes:
Aprilia Extrema; Casal Magnum; Cagiva Prima; Kawasaki
AR50; Suzuki Wolf; Macal Troféu PRE/RVE; Famel
Feeling; SIS Cagiva Diva; Honda NSR 50; Yamaha TZR50.
Das motorizadas nacionais revelaram as seguintes conclusões:
SIS Cagiva Diva- Constituiu alguma decepção talvez pelo facto da sua preparação ter sido pouco cuidada, já que trazia o disco do travão empenado. A suspensão traseira foi considerada bastante rija, provocando alguns safanões. O travão traseiro foi considerado pouco eficaz. O design foi considerado pouco apelativo ( traseira exagerada e depósito desmasiadamente grande). A posição de condução foi considerada estranha, já que os braços ficavam esticados e os pés muito recuados. Na parte da instrumentação realçaram a falta de um conta rotações, já que no seu lugar estava um termómetro de temperatura do motor. As luzes foram consideradas visíveis e bem dispostas. Os comandos levaram nota muito positiva, destacando a existência de um starter eléctrico. O motor levou nota muito positiva, sendo bastante rotativo e fazendo da motorizada um exemplar bastante rápido. A caixa de velocidades foi considerada curta e precisa , a embraiagem resistente. Consideraram no final que devido ao seu preço, poderia ser uma alternativa válida às motorizadas estrangeiras.
Macal Troféu R- Foi considerada do melhor que se fazia em Portugal. Foram destacados o design, o motor e a preocupação em acompanhar as evoluções das marcas estrangeiras. Como pontos negativos foram destacados os inumeros parafusos usados para prender as carenagens, alguns pontos de oxidação no quadro e o bocal do depósito do combustível que sofria de deterioração rápida. Os espelhos retrovisores foram considerados pouco eficazes. O equipamento foi considerado um pouco incompleto em relação às adversárias. Os comandos foram conotados como simples de usar e um pouco duros. A posição de condução foi considerada muito agradável e o assento bastante confortável. O quadro levou nota excelente, e a suspensão dianteira Paioli levou nota muito positiva. A suspensão traseira foi considerada muito regular, oferecendo estabilidade e conforto. Os travões foram considerados com um bom desempenho geral. A caixa de velocidade foi considerada bem escalonada mas não muito precisa, devido aos pontos mortos entre relações. Foi considerada como um dos modelos a seguir pelos concorrentes nacionais...
Famel Feeling: A página de teste dedicada a este modelo começou com uma menção à marca Famel, conotada de robusta, fiável, de baixa manutenção e de grandes performances. A Famel Feeling foi considerada a nível estilistico e mecânico um pouco ultrapassada. A embraiagem de serra cabos foi considerada impotente para a caixa de velocidades (5 velocidades e um ponto morto entre cada, o que equivalia a 9 velocidades!!!!). Foi conotada com um optimo comportamento em curva fruto de um bom quadro e de suspensões duras. O motor Zundapp levou nota positiva apesar de não receber melhoramentos à alguns anos. Na travagem encontraram um excelente disco perfurado à frente e um conjunto traseiro por cabo pouco eficaz. Como pontos negativos foram referidas as braçadeiras do escape e as placas de apoio dos poisa- pés. As cores e esquema estético também levaram nota negativa. A instrumentação foi considerada excelente, com bons punhos e em boa posição, com conta rotações electrónico, luzes de neutro, pisca e com um bom farolim. O assento foi considerados dos mais confortáveis.
Casal Magnum : A Casal Magnum impressionou todos os que a testaram. A qualidade de construção e as capacidades do motor foram evidenciadas. Os comandos foram considerados os mais completos do comparativo. Em termos de instrumentação, o painel foi considerado bastante legível e agradável, tendo relógio digital. As luzes indicadoras não estavam coordenadas com a sua função e foram consideradas pouco visíveis. A optica dianteira foi referenciada como pouco potente em médios. Os plásticos das carenagens foram considerados com muito boa qualidade, assim como os elementos estruturais, já que o quadro não denotava pontos de oxidação. O design não foi considerado dos melhores... Os poisa pés levaram nota negativa por estarem colocados muito atrás e recolherem com facilidade. O banco foi considerado confortável... Em termos de suspensões, a dianteira foi considerada suave e constante e a traseira deixou um pouco a desejar (talvez devido à má qualidade dos pneus usados no teste). A travagem não teve qualquer defeito a apontar.... Nota positiva pelo facto da Magnum estar equipada com Starter Eléctrico. O motor levou nota positiva.... Foi considerada a mais equilibrada das nacionais....
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